Lycia Barros: O que te instigou a escrever sobre esse tema?

Geralmente, logo após eu lançar um livro, os primeiros leitores sempre me enviam a bendita pergunta: O que te instigou a escrever sobre esse tema?
É difícil responder exatamente o que me fisgou em cada volume, mas após analisá-los como um todo, pude perceber – acho que como todo escritor – que gosto muito dos personagens que crio. Todo autor é, de certo modo, um analista de seus personagens. É a partir deles e de seus impasses que damos vida a trama. Precisamos elaborá-los de maneira que fiquem críveis. Percebi também que não gosto muito de antagonistas. Gosto que o antagonista, se existir, esteja dentro dos próprios personagens (suas lutas interiores), e assim fazer com que cada um de nós se identifique um pouco com eles. Cada um deles, no fundo, deseja ser uma pessoa boa, deseja fazer o que é certo, mas seus instintos mais primitivos e suas paixões acabam os levando para outros lugares. Os personagens, como nós, sempre se encontrarão numa bifurcação onde precisarão fazer uma escolha. Ao tentar compreendê-los, acabo aprendendo muita coisa sobre mim mesma e o mundo a minha volta. Às vezes me alegro, às vezes sofro, às vezes me irrito… Tem algo de narcisista e masoquista nessa profissão, eu sei. Mas acho que no fim, o que mais me seduz, é que através deles eu posso viver muitas vidas. Sou paga para manipular os sentimentos dos meus personagens a fim de evidenciar somente o que me interessa. Sou a vilã e sou a mocinha. Sou a dor e sou o amor. Sou a traição e a reconciliação. E no fim do dia, quando desligo o computador, sou apenas a Lycia. Mãe de dois filhos lindos e esposa do melhor marido do mundo. Como sou sortuda.

O texto foi publicado no Facebook da Autora.

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O Fim do Mundo por Fernanda França

Fim do mundo é ficar esperando. Esperando a vida mudar sem sair do lugar, o relacionamento melhorar sem conversar, a pessoa certa aparecer sem antes dar um basta na relação que te faz mal, o trabalho dar prazer sendo que falta coragem para fernandafrançafazer o que te faz feliz. Aproveite o “fim do mundo” como o fim de um ciclo. Mude. Reorganize. Experimente. Tente. Faça um novo mundo para você a partir de agora.

Fernanda França é autora de Malas, Memórias e Marshmallows e Nove Minutos com Blanda. Visite o site dela: http://fernandafranca.com.br/

Lycia Barros na Jovem Pan

A fofa Lycia Barros dará uma entrevista na próxima segunda feira, dia 12 de novembro, para a Rádio Jovem Pan às 20h. O bate papo é para o programa   Rádio ao Vivo, com José Luiz Menegatti.

Lembrando que o novo livro da Lycia, continuação de Uma Herança de Amor – Quando o fim pode ser o começo, será lançado no final de novembro.

De todos os filhos de Paulo, Rafael sempre foi o que mais deu trabalho. Após uma infância traumática – incluindo o abandono de sua mãe – ele se reergueu com o apoio da família. Contudo, carregou marcas profundas na sua alma. Agora, já adulto, Rafael Cavalheiro pretende estabelecer-se definitivamente na cidade maravilhosa, perto do irmão gêmeo e da cunhada, para realizar seu grande sonho: tornar-se um renomado chef de cozinha. Seus planos pareciam perfeitos. Mas sua vida muda radicalmente ao conhecer Alexia, garota desafiadora e irresistível. E mesmo contra a vontade de ambos, eles se apaixonam. Porém, Rafael e Alexia passarão por diversas turbulências, que deixarão esse inusitado relacionamento ameaçado, pois uma armadilha do destino poderá mudar as suas vidas para sempre.

Extra: Entrevista com Tammy Luciano

Por Yasmin Garcia no 6 que Sabem (Extra)

Todos nós sabemos que há certo preconceito com a literatura do nosso país. Alguns brasileiros tem a mania de dizer que tudo lá de fora é ótimo, e que tudo do Brasil é uma porcaria. Isso não é só com livros, mas o post de hoje é sobre isso.

Os escritores nacionais são desvalorizados. Nossa literatura não se resume à Machado de Assis e outros. Temos MUITOS escritores, que falam sobre diversos assuntos, de todos os tipos. Não estou dizendo que literatura estrangeira é ruim, muito pelo contrário, é ótima! E nem dizendo que todo livro brasileiro é bom. Como em qualquer lugar, temos livros bons e ruins, escritores com e sem talento.

Mas é preciso se abrir mais para as coisas que são produzidas no nosso país, não podemos nos limitar a ler somente outro tipo de literatura sem ser a nossa. Se leu e não gostou, tudo bem, mas nem todos os livros que são produzidos no mesmo ambiente são iguais. As histórias são diferentes, a escrita é diferente, o escritor é diferente. Como disse, vamos nos abrir para coisas novas, experimentar e, o principal: desfrutar das coisas do lugar em que vivemos.

Conversei com uma escritora que amo e, em minha opinião, tem histórias ótimas e uma escrita muito boa, que faz você se familiarizar com as palavras e, ao mesmo tempo, é uma leitura fácil, em que você entende tudo que é dito. Ela também luta muito pela literatura nacional! Com vocês: Tammy Luciano, que deixa seu recado para todos: SEJAM SEMPRE FELIZES! Saiba mais da autora aqui: http://www.tammyluciano.com.br.

1- O que deve ser feito para as pessoas lerem mais livros nacionais?

Fazer o que os autores estão fazendo: uma grande campanha de divulgação dos livros brasileiros. Nossas histórias não tem neve, mas podem conquistar o leitor com o calor carioca ou a personagem andando na Avenida Paulista. Eu me dedico ao meu trabalho, esquecendo esse assunto, apagando da mente que algumas pessoas não vão comprar meu livro só porque sou brasileira. Acho fora do tom um leitor que determina sua leitura por nacionalidade. Acho fundamental a política de leitura, as Feiras, eu faço palestras em escolas, sou ativa na internet e isso ajuda muito. A imprensa poderia ajudar mais. Outro dia vi uma matéria enorme, em um programa importante, falando sobre decote. Infelizmente não temos matérias desse tipo falando da literatura nacional. Então que jornalistas, escritores brasileiros, blogueiros e leitores que já descobriram os livros brazucas divulguem ainda mais essa ideia.

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Paula Pimenta: o sucesso literário da menina grande

A escritora mineira de 36 anos ultrapassou a marca dos 100.000 exemplares vendidos com a publicação do quarto livro da série infanto-juvenil ‘Fazendo Meu Filme’ e o início de uma nova saga, ‘Minha Vida Fora de Série’

A escritora Paula Pimenta é uma menina grande. Aos 36 anos, ela não chega ao extremo de ser fã de Justin Bieber e Demi Lovato, mas coleciona mais de 50 livros de Meg Cabot, a ídolo da literatura adolescente, e passa a maior parte do tempo lendo e escrevendo no quarto com bichos de pelúcia e repleto de imagens de lua e estrela, em sua casa em Belo Horizonte, onde mora com a mãe e com o irmão. A alma de menina também é evidente de outras formas. Ela carrega no pulso um relógio com desenho do Mickey Mouse, pinta as unhas com esmalte nas cores rosa, vermelho, azul e roxo, as mesmas que colorem as capas dos seus livros, e é fã de filmes de romance e de fantasia: A Bela e a FeraBela AdormecidaCrepúsculo e O Diário da Princesa. É justamente através da ligação intrínseca que mantém com seu passado adolescente que se dá a identificação com suas leitoras, a maioria meninas entre 12 e 16 anos, e o consequente sucesso como autora infanto-juvenil. Desde a publicação de seu primeiro livro,Fazendo Meu Filme 1 – A Estreia de Fani (Gutenberg, 336 páginas, 32,90 reais) em 2008, Paula acumula 100.000 exemplares vendidos com os quatro volumes da série lançados e o primeiro volume de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série. “Minha voz interior ainda é muito adolescente. Comecei a viver esse universo. Leio o que os adolescentes leem, escuto o que eles escutam”, diz.

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